Qualidade do Ar

O que fazemos

Considerando que todos têm o direito de saber como está a qualidade do ar que respiramos, o IEMA trabalha para:

  • Manter e aperfeiçoar a Plataforma Nacional de Qualidade do Ar, atualizando os dados de todas as estações da rede pública de monitoramento no país.
  • Produzir relatórios analíticos sobre a qualidade do ar nas regiões metropolitanas do Brasil.
  • Aprovar, até 2018, resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que estabeleçam novos padrões e que atualizem o Programa Nacional de Controle de Qualidade do Ar (Pronar).
  • Disponibilizar informações que contribuam para a tomada de decisões em políticas públicas em áreas como saúde, mobilidade urbana, energia e transporte, uma vez que os desafios da qualidade do ar conectam-se diretamente com elas.
  • Manter informações atualizadas sobre qualidade do ar no Brasil, contribuindo para avaliações globais de curto e longo prazo.

O escasso monitoramento da qualidade do ar no Brasil compromete estimativas precisas dos impactos da concentração de poluentes na saúde, dificulta a conscientização da gravidade do problema pelos formuladores de políticas públicas e inibe investimentos para enfrentar estes desafios e garantir um ar de melhor qualidade a todos.

Por que essa iniciativa é importante

  • De acordo com a OMS, 92% da população mundial vive em áreas onde a poluição do ar excede os níveis considerados seguros para saúde.
  • No Brasil, 87 milhões de pessoas, que correspondem a 42% da população urbana, concentram-se em 73 regiões metropolitanas (IBGE, 2017), mas apenas 13 delas possuem algum tipo de monitoramento da qualidade do ar, o que não torna possível assegurar que estamos protegidos da poluição.
  • A cobertura de nossa rede de monitoramento é muito baixa e concentrada. Sozinhos os estados de São Paulo e Rio de Janeiro detêm cerca de 75% das estações monitoras do país, sendo que 50% delas estão em suas principais regiões metropolitanas.
  • Antes da Plataforma de Qualidade do Ar do IEMA, não existia no país uma ferramenta para sistematizar e divulgar a base de dados estaduais de monitoramento da poluição do ar que pudesse, ao mesmo tempo, garantir informação ao público e atender as diferentes demandas para pesquisa em meio ambiente e saúde
  • Sem informação de qualidade não é possível a tomada das melhores decisões políticas, nem atender as necessidades da regulação.
  • Os poluentes do ar e seus impactos na saúde e no meio ambiente são pouco conhecidos pela sociedade em geral.
  • Os níveis de materiais particulados, especialmente as partículas finas (MP 2,5) e ozônio troposférico (O3), tem se mostrado poluentes difíceis de controlar.  Na Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, eles estão acima dos níveis recomendados pela Organização Mundial de Saúde.
  • Combater a poluição do ar contribui ainda para a mitigação das mudanças climáticas no curto e longo prazos, uma vez que os chamados poluentes climáticos de vida curta (carbono negro, metano e ozônio troposférico), que afetam nossa saúde, também seriam reduzidos.

Como atuamos

O IEMA entende que a atuação direta da sociedade civil organizada é fundamental para melhorar a qualidade do ar. Isso inclui demandar acesso livre aos dados do monitoramento, participar na formulação de regulamentos e normas, dar apoio técnico ao desenvolvimento e aplicação de ferramentas de gestão da qualidade do ar e, principalmente, cobrar a atuação firme dos órgãos ambientais no controle de fontes emissoras de poluentes.

Por isso, atuamos para garantir transparência das informações, mobilizar a sociedade civil e na cooperação com entes públicos para implementar políticas que levem à redução de emissões de poluentes.

Nossa estratégia é, com base no melhor conhecimento científico, desenvolver diagnósticos sobre o monitoramento e avaliações das concentrações de poluentes, tendo como principal ferramenta a Plataforma Nacional de Qualidade do Ar.

Nossa contribuição