Qualidade do ar

Qualidade do ar nas regiões metropolitanas compatível com as recomendações da Organização Mundial da Saúde

A poluição do ar é um dos temas centrais quando se trata da qualidade de vida nas grandes cidades. Oriundos de múltiplas fontes, os poluentes do ar tem origem na queima incompleta de combustíveis fósseis, tanto nos veículos, quanto na geração de energia e na indústria, nas queimadas, em processos industriais específicos, na mineração, etc.

Seus impactos, que não tem limites geográficos bem definidos, extrapolam a degradação ambiental e reforçam problemas sociais, de saúde pública e econômicos, uma vez que afetam populações vulneráveis causando e/ou agravando doenças cardiorrespiratórias, provocando o aumento de taxas de morbidade e mortalidade, impactando os custos do sistema de saúde, reduzindo a força de trabalho; só para citar alguns. Seus danos aos ecossistemas também são consideráveis.

Para enfrentar esse problema deve-se lançar mão de todas as medidas, como a adoção de limites de emissão de poluentes cada vez mais restritivos, redução do número de fontes e incorporação de tecnologias para tratamento de suas emissões, bem como um melhor desempenho na aplicação dos instrumentos de planejamento e controle, entre eles o licenciamento ambiental e o monitoramento. Todos são elementos que conduzem ao atendimento de padrões de qualidade do ar mais seguros para salvaguarda da saúde humana.

O IEMA entende que a sociedade civil organizada deve ampliar sua atuação nesse tema em múltiplas frentes, e na interface com diversos atores, desde participando da formulação de regulamentos e normas nacionais e estaduais, no reforço técnico ao desenvolvimento e aplicação das ferramentas de gestão da qualidade do ar, e principalmente na cobrança da atuação firme dos órgãos ambientais.

Portanto, tendo como objetivo trabalhar para a meta de que a qualidade do ar nos grandes centros urbanos brasileiros atenda aos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde, nossa principal alavanca é o desenvolvimento de estudos como os inventários de emissões e diagnósticos das redes de monitoramento, participação de processos de formulação regulatória, apoio a políticas associadas à mobilidade urbana que levem à redução das emissões por veículos e, sobretudo, a oferta de ferramentas que garantam o direto da sociedade à informações sobre a qualidade do ar no país.