Energia e clima

Matriz elétrica ambientalmente sustentável e socialmente justa

A crescente importância dos setores elétrico e de transportes como fontes de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e também de outros problemas ambientais, como poluição atmosférica e conflitos no uso de água, motivou o IEMA a tomá-los como foco de suas estratégias de atuação.

Uma primeira estratégia é manter uma sistemática de acompanhamento das emissões do setor de energia como um todo, atuando em parceria com o Observatório do Clima para a ampliação e fortalecimento das informações sobre emissões de GEE. Neste trabalho, incluem-se não apenas os dois subsetores foco de atenção do IEMA – transportes e eletricidade, como também as demais emissões associadas ao Setor de Energia e todas as emissões do setor de Processos Industriais e Uso de Produtos. Trata-se do primeiro passo para entender melhor os principais vetores de emissão, e também para identificar ações prioritárias de mitigação.

Quanto setor de transportes, entendemos que é determinante a busca por padrões de viagens, sistemas, tecnologias veiculares e fontes energéticas ambientalmente mais adequados, sobretudo no transporte público, como contribuição não apenas para a mitigação de GEE, como também para a redução dos impactos sobre a qualidade do ar e ao bem-estar da população.

No que se refere ao setor elétrico, nossa Organização trabalha com o cenário de tendência de expansão termelétrica fóssil com baixo controle ambiental, razão pela qual assumiu-se como estratégico atuar em duas principais linhas de ação:

  • A primeira parte da premissa de que por conta segurança operacional do sistema elétrico brasileiro, alguma geração termelétrica ainda será necessária.  Como, em geral, as termelétricas se instalam proximamente aos centros de carga, em áreas com grande concentração populacional, pode ocorrer o agravamento de problemas socioambientais como poluição do ar e o alto consumo de água por parte dessas usinas. Diante disso, o IEMA também trabalha na perspectiva de que os mecanismos de controle e de uso dos recursos hídricos se dê de forma adequada e coerente com a proteção ambiental.  
  • A segunda alinha-se ao posicionamento de que as fontes renováveis, em especial a eólica e a solar, podem ter um papel maior na geração elétrica do país, minimizando a tendência de expansão das térmicas e, com isso, evitando emissões de GEE e demais problemas associados. Para tanto, mostra-se necessário voltar os olhos para a política energética e atuar para que, da sua formulação até a implantação, esta seja mais transparente e objetiva quanto ao futuro destas fontes.

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